quinta-feira, 27 de setembro de 2012

"Eu serei lembrado, vocês não"

O príncipe da então capital brasileira, Rio de Janeiro dos anos 40 é um gênio temperamental. 
É pioneiro do que já cansamos de ver como “jogador problema”. 
É a “estrela” do time. 
É a primeira “estrela solitária” do Botafogo.
Não admitia jogar pelo dinheiro. 
Jogava por amor ao time. 
Jogaria até de graça se fosse preciso. 
Era intolerante aos companheiros de campo. 
Era culpa deles não ganharem o título. 
Era culpa do cachorro do presidente do clube por não ter voltado ao Botafogo. 
Justo quando Maracanã estava pronto.
Seus amores e vícios não tinham limites. 
Eles também não escapavam do seu furacão.
A vida em preto em branco do inesquecível jogador do Botafogo, Heleno de Freitas, é dirigido por José Henrique Fonseca, baseado no livro "Nunca Houve um Homem como Heleno", de Marcos Eduardo Novaes.
Rodrigo Santoro tem o seu drible finalizado com um gol. Heleno por Santoro nos mostra sua felicidade e decadência em momentos não-linear em que chegamos a nos excitar e deprimir.
O filme sem cores é quase um irmão de “O artista” de Michel Hazanavicius. 
Onde ambos vivem com o sucesso e perda dela. Mas ao contrário do artista francês, Heleno não tem um final feliz.


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